sexta-feira, 10 de julho de 2009

Olé

Ontem fui à tourada, pois é, como se não tivesse mais nada para fazer. Arrastaram-me literalmente.

Sobre este controverso tema, não tenho nenhuma opinião nem posição. Aliás, a única opinião que tenho e que é totalmente imparcial é que a sua proibição poderá eventualmente vir a standardizar a cultura e fazer com que um país perca uma parte da sua identidade.

A verdade é que os animais à luz do nosso direito são simplesmente "coisas", não têm direitos, somente os seus proprietários os têm ou no caso da violação da lei 92/95 as associações zoófilas. Quer queiramos quer não, por mais crua e dura que esta afirmação possa ser. Desta maneira os animais não podem ser centros de imputação de direitos e deveres.

Senão vejamos: da mesma maneira que um toiro não pode ir para à prisão ou pagar uma indemnização por ferir um expectador, também não pode fazer um Erasmus a Madrid para crescer como toiro. Um preciosismo, é verdade, mas que permite esclarecer bem as coisas.

No entanto, tudo isto continua a não implicar que condene ou deixe de condenar o facto de existirem touradas.

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